O ano de 2014 (2)

Depois que escrevi o primeiro artigo, me chegou mais uma informação: segundo o horóscopo chinês, no dia 14 de fevereiro (alguns apontam 31 de janeiro) iniciou-se o ano astrológico chinês, o ano do cavalo – cavalo de madeira.

No horóscopo chinês cada ano é regido por um animal, que traz para aquele ano suas características e determina a personalidade e o destino da pessoa nele nascida. Ainda segundo os chineses, os cinco elementos dos quais o Universo se constitui (Metal, Água, Madeira, Fogo e Terra) acrescentam características próprias às do signo, dando-lhes um tom específico. Veja mais aqui.

horoscopo-chines-2014

As previsões para o ano do cavalo de madeira apontam para prosperidade, renovação, mudança, comunicação e poder de transformação. Todos originados pela impetuosidade do cavalo, animal regido pelo fogo, que se arrisca, se lança e não tem medo. Na China, o cavalo é considerado um animal especial, ativo em casos sociais, demonstrando sociabilidade e grande poder de comunicação.

Estas características do animal fazem com que este ano as pessoas se sintam mais corajosas, lutem pelo que desejam sem medo de se arriscar, podendo solucionar problemas com rapidez e eficiência. Um ano regido pelo fogo é um ano muito movimentado e turbulento e pode ser um ano de conflitos. O cavalo é o signo mais yang do horóscopo chinês, associado a princípios como o fogo, o Sol e o masculino.

cavalo

O elemento  madeira alimenta o fogo, ajuda-o a se propagar e a durar mais tempo. A história do século passado demonstra que grandes transformações ocorreram nos anos regidos pelo cavalo: a 1ª Guerra Mundial (1918), o auge da Segunda (1942), a Revolução Cultural Chinesa (1966), a Crise do Petróleo (1978), a Guerra do Golfo (1990) e a Guerra do Iraque (2002). Portanto, apesar de os nativos do Cavalo serem estáveis, energéticos, bons decisores e aventureiros, o melhor é terem calma neste 2014 – em especial se fizerem 60 anos e forem do Cavalo de madeira. E se acreditarem na astrologia. A chinesa.

E o que fazer num ano desses? Troque de pele, movimente-se, saia do convencional; ponha em prática planos guardados,  inicie negócios novos, case-se ou peça alguém em casamento!

É um ano de colheita e, adverte-se, colhemos o que plantamos. Hummmm! Isso dá o que pensar. Então, vale refletir sobre o que temos plantado nessa vida, nesse planeta; nas nossas relações, na nossa vida profissional. Um balanço deste tipo mostrará que sempre há algo do que se arrepender e sempre há algo do que se felicitar e se orgulhar.

E a colheita? Sim, saboreemos os frutos doces e ponhamos um pouco de açúcar nos amargos. Ou como recomenda o naturismo, uma pitada de sal, que tira a acidez e puxa o açúcar da fruta.

Uma  outra advertência nos deixa em alerta: o elemento madeira do nosso cavalo de 2014 nos recomenda que, para alcançar seus benefícios, precisamos estar na direção certa; é preciso saber para onde se está indo: “Tenha os pés no chão, na grama verde e no rumo certo.”

Ah… de novo a história da escolha dos caminhos de que eu falava no texto anterior e que o tarô nos aconselha para um ano 7.

E aí, lá vai uma grande dica: no livro “A Erva do Diabo – os ensinamentos de Dom Juan’, Carlos Castaneda  nos repassa um dos ensinamentos mais fundamentais de Dom Juan de Matus, o grande brujo mexicano: a escolha de caminhos.

O bruxo diz que o guerreiro tem que seguir o caminho do coração. Então, Castaneda, seu discípulo, lhe pergunta: “Mas como é que sabe quando o caminho não tem coração, Dom Juan?”

Ele respondeu: “Antes de segui-lo, você faz a pergunta: esse caminho tem coração? Se a resposta for não, você o saberá, e então deve escolher outro caminho. (…) O problema é que ninguém faz a pergunta; e quando o homem afinal descobre que tomou um caminho sem coração, o caminho está ponto para matá-lo.” E acrescentou: “Um caminho sem coração nunca é agradável. Tem de trabalhar muito até para segui-lo. Por outro lado, um caminho com coração é fácil; não o faz trabalhar para gostar dele.”

Então tá, Dom Juan: faremos a pergunta e esperamos compreender a resposta. Ainda bem (e lembrem-se sempre) que contamos com a ajuda de Júpiter, também regente desse ano, que reforça a nossa intuição e nos convoca a ampliar a liberdade.

Vai dar certo, vocês vão ver.

Compartilhe

Você também pode gostar

Deixe um comentário

Seu email não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com