Luto na literatura brasileira

Ontem, dia 18 de julho, João Ubaldo Ribeiro faleceu vítima de uma embolia pulmonar. Aos 73 anos, o escritor baiano João Ubaldo era membro da Academia Brasileira de Letras e colunista do jornal “O Globo”.

Com mais de 20 obras publicadas em mais de 16 línguas, entre eles “Viva o Povo Brasileiro”, “Sargento Getúlio”, “A Casa dos Budas Ditosos” e “O Sorriso do Lagarto”, João Ubaldo teve vários trabalhos adaptados para o cinema, teatro e TV.

Foto: Luciana Leal/Agência O Globo
João Ubaldo com o fardão da ABL Foto: Luciana Leal/Agência O Globo

 

O escritor e suas obras
O escritor e suas obras

 

Hoje, dia 19, quem nos deixou foi o escritor e educador mineiro Rubem Alves. Ele estudou teologia e fez mestrado e doutorado nos Estados Unidos. Sua tese de doutoramento em teologia, “A Theology of Human Hope”, publicada em 1969, foi considerada por Rubem um dos primeiros escritos da Teoria da Libertação.

rubem alves 1Rubem Alves retrata nossas experiências de perdas e ganhos durante a vida, os momentos em que recorremos à memória, quase sempre com um toque de nostalgia, para desfrutar uma saudade gostosa de algo que foi vivido profundamente. Com extrema delicadeza que chega ao coração e à mente de cada um, o autor desperta em nós o desejo de aproveitar cada instante, já que nunca é tarde para viver plenamente.

 

Em uma das crônicas deste livro, Rubem Alves conta sobre um educador que, ao ver um caracol, tem uma inspiração pedagógica e passa a buscar a virtude da vagareza. Afinal, ele conclui, talvez chegar na frente não seja tão importante. Talvez o ir seja mais educativo que o chegar. É essa pedagogia dos caracóis que permeia os textos reunidos nesta coletânea. Rubem Alves faz no livro um apelo pela leveza na educação e pelo respeito ao olhar infantil.Em uma das crônicas deste livro, Rubem Alves conta sobre um educador que, ao ver um caracol, tem uma inspiração pedagógica e passa a buscar a virtude da vagareza. Afinal, ele conclui, talvez chegar na frente não seja tão importante. Talvez o ir seja mais educativo que o chegar. É essa pedagogia dos caracóis que permeia os textos reunidos nesta coletânea. Rubem Alves faz no livro um apelo pela leveza na educação e pelo respeito ao olhar infantil.

 

Deus existe? A vida tem sentido? O universo tem uma face? A morte é minha irmã? Este livro responde a estas perguntas e traz os seguintes capítulos - Perspectivas; Os símbolos da ausência; O exílio do sagrado; A coisa que nunca mente; As flores sobre as correntes; A voz do desejo; O Deus dos oprimidos; A aposta; Indicações para leitura.Deus existe? A vida tem sentido? O universo tem uma face? A morte é minha irmã? Este livro responde a estas perguntas e traz os seguintes capítulos – Perspectivas; Os símbolos da ausência; O exílio do sagrado; A coisa que nunca mente; As flores sobre as correntes; A voz do desejo; O Deus dos oprimidos; A aposta; Indicações para leitura.

Update

E no dia 23, dia do meu aniversário, foi a vez do escritor, dramaturgo e poeta paraibano Ariano Suassuna nos deixar, aos 87 anos.

Foto: Mauro Vieira/Agência RBS
Foto: Mauro Vieira/Agência RBS

Relembre algumas frases famosas do escritor:

“Eu sou um péssimo ator. Não sou só o pior ator vivo, eu sou o pior ator vivo e morto.”

“Tem gente que não gosta de adjetivo em texto. Eu confesso que não sei escrever nada sem adjetivo.”

“Não tenho medo da morte. Na minha terra, a morte é uma mulher e se chama Caetana. E o único jeito de aceitar essa maldita é pensando que ela é uma mulher linda.”

“Já me disseram que eu quero colocar a cultura brasileira dentro de uma redoma de vidro pra que ela não se contamine, e isso é bobagem. Sou a favor da diversidade cultural brasileira. Só não admito é a influência de uma arte americana de segunda classe.”

“Eu não tenho imaginação, eu copio. Tenho simpatia por mentiroso e doido. Como sou do ramo, identifico mentiroso logo.”

“Acho uma façanha chegar aos 78 anos bem-humorado (frase dita em 2005, na ocasião do seu 78º aniversário)”

“O Brasil tem uma unidade em sua diversidade. A gente respeita a cultura gaúcha, nordestina, amazônica. O que é ruim é este achatamento cosmopolita. Você liga a televisão e não consegue distinguir se um cantor é alemão, brasileiro ou americano, porque todos cantam e se vestem do mesmo jeito.”

“Acredito que toda arte é local, antes de ser regional, mas, se prestar, será contemporânea e universal.”

Três grandes perdas que se juntam a outros tantos talentos da literatura mundial que não estão mais entre nós. Uma pena!

Como dizem que notícia ruim chega de três em três, espero que a bruxa da área literária pare por aqui.

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