Corpo e Alma segundo Rajneesh

É interessante como às vezes “descobrimos” coisas preciosas para o nosso momento atual em livros antigos já lidos e esquecidos. Em algum momento do passado já os lemos, mas ao nos depararmos com eles parece que nunca estiveram sob nossas vistas. Só acreditamos que já lemos aquelas preciosidades antes quando vemos trechos já sublinhados e marcados. (Caramba! Eu já li isso antes e esqueci. Oh My God! Essa idéia é fundamental para a minha vida. Como pude esquecê-la?) Tento me consolar: vai ver que eu incorporei alguma pequenina fração que seja do que foi dito e nem sabia mais de onde me veio. Seja como for agora – hoje tudo é mais significativo e parece que acabamos de descobrir a pólvora. Creio que isso acontece com todo mundo.

Essa semana bati com as mãos e os olhos no livro “Uma farmácia para a alma“, do Osho ou Bhagwan Shree Rajneesh. Pela data registrada, estava desde 2007 na minha estante. Os trechos sublinhados me mostraram que li e considerei muito as idéias nele contidas. No entanto, era como se eu o estivesse vendo pela primeira vez.

Farmácia para a alma - Osho

De repente me deparei com uma afirmação bem intrigante: “Esqueça-se da alma e viva totalmente o seu corpo,” (Uau! Do que ele está falando? Esquecer da minha alma? Como assim?) e ele continua: “porque o grau de sensibilidade que você tem com o seu corpo determina sua relação com a sua alma.” (Umm, sei…)

Bom… Fui buscar em outros trechos alguma explicação.

E lá estava: “Se você não puder sentir os raios de sol, a chuva, a grama ou o mundo que o cerca, então não poderá sentir coisas mais profundas, como amor ou compaixão. Raiva, violência e tristeza são emoções muito evidentes, cruas, fáceis de serem alcançadas. Mas o caminho que nos leva para dentro é sutil (…) Você só vai conseguir sentir o que está acontecendo dentro de si mesmo quando sua capacidade de prestar atenção ao que ocorre ao seu redor estiver funcionando de forma plena.”

Ah, estou começando a entender…

Osho nos diz que o caminho para essa plenitude é a meditação: “toda a vida tem que ser meditativa.”

Foundation for a better life

E acrescenta: ”Pense menos, sinta mais. Volte a sentir as coisas. Viva de acordo com seu coração, e não com sua mente. Brinque um pouco, sorria, chore, cante, faça algo espontaneamente. Relaxe seu corpo, sua respiração e mova-se como se fosse novamente uma criança(…) Esta é a senha para voltar a seu corpo e recomeçar a sentir os raios do sol, a chuva e o vento.”

Respirei aliviada. Percebi que a minha leitura anterior desse livro não foi em vão. O exercício da meditação, meu sentir e comungar com a natureza me dizem que estou trilhando esse caminho, tenho certeza! Acredito que naquela era remota essa leitura deve ter me dado algum empurrão. Ainda não alcancei a plenitude de viver mais de acordo com o coração do que com a mente. Mas esse aprendizado faz parte da beleza do caminho. Belo caminho – ele vai dar na alma.

Meditação

Grande Rajneesh, não?

Compartilhe

Você também pode gostar

Deixe um comentário

Seu email não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com